terça-feira, 19 de maio de 2009

Insônia

1 da madrugada
Deito-me, viro
Reviro, me cubro
Descubro, penso
Repenso, tenso

Na madrugada fria em insônia profunda
Preciso dormir, pois amanhã é segunda
Procuro, sem êxito, me abster do mundo
O pensamento parece cada vez mais rotundo

2 da madrugada
Pisco, observo
Me enervo, idealizo
Realizo, discordo
Recordo, acordo

Momento melhor que a noite para analisar a vida, não há
Um turbilhão de ideias perpetua-se, vai pelo ar
Já cansado em demasia, a cabeça sem descanso racha
Resolvo levantar, pegar lápis e borracha

3 da madrugada
Desenho, escrevo
Descrevo, rabisco
Risco, misturo
Procuro, escuro

Não aguento, paro
Reparo, deito
Sem jeito, me cubro
Recubro, viro
Reviro, esquento
Tento, não desisto
Insisto, respiro
Expiro, trago
Apago

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Braço Direito

Amizade, meu amigo
Pode vir de tempo antigo
Começar por um ato
Terminar por desacato

Amizade, camarada
À nossa não há comparada
Na base da confiança
Que se releve a distância

Amizade, meu cumpade
É medida na intensidade
Sendo assim não há idade
Para definir uma irmandade

Amizade, meu irmão
Tem que ser de coração
Aceita-se cada opinião
Pois cada um tem sua razão

Amizade, rapaz
Não tem ligação materna
Mostra-se do que é capaz
Para que essa seja eterna

Amizade, meu colega
É pautada pelo respeito
Favor nenhum se nega
A um verdadeiro braço direito

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mulheres

Garotas do meu Brasil
Do resto do mundo, por que não?
Resistir é difícil
Sempre caio em tentação

São loiras, morenas
Simpáticas e belas
Só, em tardes amenas
Que falta fazem elas

Em toda complexidade
Do sentimento do amor
Nos jardins da humanidade
Busco a minha flor

Me rendo à arte da poesia
Escrevo com o que me deres
Perco metade do dia
Mas homenageio as mulheres

segunda-feira, 16 de março de 2009

Dose de Palavras

Garrafa e cálice em mãos
Cambaleio, sinto tontura
Apoiado em ombro amigo
Esqueço a atitude imatura

A cabeça se esvazia
O pensamento se consome
O álcool, porcaria
Estraga a vida do homem

Mas que porcaria benéfica
Em termos de diversão
Perdi toda minha ética
Ganhei muito mais emoção

Eis que o prazer para por aí
Quando entram excesso e frequência
Podes levantar ao cair
Mas o vício é a maior consequência

Alegoria

Ó recanto juvenil
É Rio Preto em carnaval
O céu nasce azul anil
Para acinzentar no final

Nascem novas amizades
Talvez, amores de verão
Despertam-se muitas vontades
Paixões vividas em vão

Do alto da varanda a espiar
A multidão em euforia
Bando de loucos a cantar
Da noite à luz do dia

No calor da madrugada
Recolho-me ao colchonete
Na mente lembranças apagadas
De folia, amor e confete

Curto sempre cada momento
Cada minuto, cada hora
Vivo cada sentimento
Como se o último fosse agora

Nos desfiles da escola de samba
A malemolência do carioca
O tamborim retumba
A multidão se sufoca

Carnaval não importa quem se é
Todo mundo se diverte
Paulistas sem samba no pé
Baianos no show da Ivete

Dudu, Rafinha, Aline, Paulinho
Gabi, Duda, Amanda e Luana
Douglas, Leo, Caio, Jú e Riquinho
Thalison, Karol, Bruna e Mariana

Poesia essa que vem de cor
Em 5 dias de muita diversão
Ano que vem será ainda melhor
São os votos de cada folião

O ônibus já chegou
Voltemos ao cotidiano
O carnaval acabou
Esperemos o próximo ano